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Defesa de Doutorado – Aluna: Itiana Castro Menezes

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Título: Transtorno depressivo maior e transtorno bipolar: diferenciação por fatores genéticos, hormonais e exposição a estresse precoce.

Defesa de Doutorado – Aluna: Itiana Castro Menezes
Banca: Profs. Mario Francisco Juruena, João Pereira Leite, Wilson Araújo da Silva Júnior, Riccardo Laccchini, Lucilene Cardoso.

Data: 14.03.19
Horário: 14h00
Local: AAnfiteatro da SPG – Rua Pedreira de Freitas Casa 2.


O outro lado da ayahuasca (Revista Pesquisa Fapesp)

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O outro lado da ayahuasca

Em testes iniciais, equipes de Natal e Ribeirão Preto avaliam ação antidepressiva de chá feito de folhas de arbusto e casca de cipó da Amazônia.

De tempos em tempos, surge uma onda de otimismo, quase sempre frustrada, acerca da possibilidade de uso de compostos psicodélicos para tratar problemas de saúde mental. Extraída de plantas ou sintetizada em laboratório, essas substâncias costumam alterar a percepção da realidade e as emoções e causar uma sensação de bem-estar, além de poderem provocar episódios de ansiedade com menor frequência. A disseminação de seu uso recreativo nos anos 1960 pelos movimentos de contracultura levou as autoridades sanitárias a proibir o acesso a esses compostos em muitos países – alguns permitem o uso restrito em pesquisas. A onda atual de entusiasmo ganhou força nos últimos anos com a publicação de resultados promissores de estudos mais bem planejados e realizados com mais rigor, ainda que com poucos participantes, para avaliar a segurança e a eficácia dos psicodélicos – alguns naturais, como a psilocibina e a ayahuasca; outros sintéticos, como a cetamina (ver reportagem).

“A psiquiatria necessita de novos medicamentos porque muitos dos que existem hoje não apresentam boa eficácia contra certos casos de depressão”, afirma o psiquiatra Jaime Hallak. Ele é professor na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP) e coordena uma rede de pesquisadores que investiga o potencial terapêutico dos psicodélicos. Um dos compostos avaliados pelo grupo é a ayahuasca, produzida a partir do cozimento de folhas do arbusto Psychotria viridis, conhecido como chacrona, e da casca do cipó Banisteriopsis caapi, também chamado de mariri. Usada por povos indígenas da Amazônia em rituais de cura espiritual, a ayahuasca foi incorporada a partir dos anos 1930 em cerimônias de seitas religiosas criadas por seringueiros – Santo Daime e União do Vegetal, no Acre, e Barquinha, em Rondônia. Nos anos 1980 passou a ser consumida em outras partes do mundo. No Brasil, seu uso é considerado legal desde 1987 para fins ritualísticos. Mais recentemente, começou-se a analisar a potencial ação antidepressiva dessa bebida, embora seu consumo ainda esteja longe de poder ser indicado como tratamento para depressão.

Leia a matéria completa em:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2019/01/10/o-outro-lado-da-ayahuasca/